Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ensaio em cores. Faróis e luzes.

Proposta de trabalho feita pelo Professor Chagas Sá na disciplina de Fotojornalismo do Curso de Jornalismo da Universidade Estácio de Sá, Campus Friburgo.



Hipnose

Escuro, preto
A luz traduz-se no negro.
Pontos sinalizadores
Que são de cores portadores,
Envolvem-se em porções de haga-dois-ó
Projetam-se rumo ao globo ocular.


 
Chuva, água
Matéria molhada aderindo ao pneu
Breu.
        

Neblina,
Morro acima...
Pastagem e folhagem na bruma esguia.


Me envolve, revolve
Nessa dança reluzente de branco
Azul,
Laranja e vermelho indecente. 


  No crepúsculo,
Esferas tremeluzentes
            Se fazem vivas e potentes.           
Embalam o coração
No chacoalhar da caixa de metal.
Hipnose letal.


Lisys D.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Produzindo um Documentário | Bastidores

Terceiro período da graduação em Jornalismo e eu "puxo" uma matéria chamada Linguagem e Roteirização para Audiovisuais porque primeiro, raramente está disponível e segundo, eu amo cinema! Fiquei muito animada nas primeiras aulas e logo descobri que a turma teria que produzir um documentário. A empolgação foi imediata, mas somente porque eu não sabia a trabalheira que dava produzir um.

A boa notícia é que toda trabalheira e cansaço são transformados em satisfação e alegria transbordante. As dores no pescoço, nas costas, de cabeça e nos olhos valem a pena! As noites sem dormir preocupada com a edição dos vídeos valem a pena. Acordar muito, muito cedo lembrando de detalhes a acrescentar valem a bateção de cabeça à tarde na rua ou no ônibus. Acreditem.

O documentário produzido chama-se "Artistas de rua: profetas no caos.", foi produzido por mim (Lisys Darcy), Paula Winter, Emanuel Barata e Luiz Felipe Gomes e nos leva a conhecer um pouco mais os artistas da cidade de Nova Friburgo, interior do rio, que trabalham na rua e compartilham sua arte com um público que muitas vezes nem os nota. O filme está disponível em HD no Youtube como vocês podem conferir abaixo.



Para registrar toda essa produção, fotografei meu grupo gravando, fiz uns vídeos, e guardei alguns momentos na memória para poder, mais tarde, compartilhar com vocês aqui no blog. 

Eu e Paula Winter gravando a Serena Sol na Praça Demerval Barbosa Moreira

Eu registrando o Encontro Semanal de Malabares e Circo

Eu conversando com Bárbara Monnerat e Davi Canella


 
 Paulinha Winter (is coming) foi trollada pelo tripé que agarrava por um bom tempo até que desistimos e resolvemos usar a câmera na mão.


O Instagram foi a rede social que mais usamos para atualizarmos o status do documentário enquanto era produzido, abaixo estão alguns prints.










Um personagem que eu não poderia deixar de mencionar é um senhor de uns 50 anos, no chute, que não parecia sóbrio, mas também não parecia bêbado, mas também não parecia normal, ahahaha! Ele se aproximou de mim e da Paula perguntando se a gente gostava de fotografia pois ele tinha um livro realmente muito bom sobre fotografia preto e branco e que ele precisava mostrar pra nós, para aprendermos algumas coisas com esse fotógrafo e ainda, disse que a mãe dele foi modelo internacional nos anos 60 e que ele tinha uma pasta com fotografias de trabalhos que ela fez pelo mundo todo! Ao questionar sobre o paradeiro dela, ele resmungou meio dolorido "Ela está na Suíça". Fotografei o homem discretamente, pois não podia perder esse registro. 








Todo o processo foi maravilhoso, todo o trabalho valeu o esforço, passar o sábado quase inteiro na casa do Emanuel Barata finalizando o vídeo já super cansados e irritados porque a legenda saia do lugar, as músicas sumiam ou se embaralhavam, valeu muito a pena! A correria pra "upar" no Youtube em HD e disponibilizar o vídeo para o Luiz Felipe redigir o roteiro literário, foi tudo muito louco e divertido! Fizemos tudo em 8 dias exatamente e a amizade foi reforçada pelo compromisso e pelo amor dedicado a esse trabalho. Agradeço a todos que colaboraram e participaram do filme, assim como os que compartilharam no Facebook e elogiaram nosso trabalho.

A conclusão que eu tirei disso tudo? 
A arte alimenta, cuida, conforta e cura.

And that's all, folks!

Lisys D.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Aula prática: Laboratório de Fotografia

Esse ano tem sido muito favorável à Fotografia na Estácio Friburgo (Hallelujah!), tanto que, os alunos de Jornalismo foram agraciados com um ótimo professor e - excepcionalmente - uma aula no Laboratório de Fotografia.

Como de costume, na semana seguinte às provas, pouquíssimos alunos comparecem às aulas, e não foi diferente ontem, uma quinta-feira que antecedeu um feriado, apareceram somente oito alunos de uma turma de quase vinte. Esses poucos alunos foram realmente sortudos ao serem dirigidos a uma aula no Laboratório onde seríamos instruídos na arte de revelação de filmes, ampliação, fotograma e etc. Foi incrível ver todos animados e pulando três metros de alegria por essa aula, não me excluo disso, por isso resolvi tirar umas fotos com o celular mesmo e postar no blog para oficializar esse dia.

Gostaria ainda de expressar minha alegria por estar cada vez mais mergulhada nesse universo maravilhoso das imagens. Nada melhor do que aprender e se especializar no que se ama fazer!

Lisys D.



"Um ofício que fosse de intensidade e calma 
e de um fulgor feliz e que durasse"

Ramos Rosa, António



Alunos participantes: Lisys Darcy (euzinha), Luiz Felipe Gomes, 
Victor Welbert, Gabriela Rodrigues, 
Paula Mattos, Ronalt Ribeiro, 
Rafaella Dias e João Pedro Pereira.
Professor Top: Chagas Sá.

















Ensaio Fotográfico - Molhado ou "Inner Urge"

Esse semestre FINALMENTE abriram a turma de Fotojornalismo e, claro, me matriculei. Acho que posso falar pela maioria dos estudantes de jornalismo que essa é uma das matérias mais estimadas, até pelos que não se interessam tanto por Fotografia. 

Fiquei ainda mais animada depois de conhecer o Professor Chagas Sá, super top, atencioso e paciente, está sempre disposto a tirar dúvidas e nos desafia (MESMO!). Assim, ele nos propôs um trabalho para a primeira nota da disciplina: um ensaio conceitual em preto e branco (<3), tema livre, mas fora de estúdio para manter "a vibe" fotojornalística, doze fotos, uma revelada em 20x25 ou 20x30. Somente FANTÁSTICO! (risos)

Quebrei bastante a cabeça para pensar num tema, pensei em um, dois, três e desisti. O dia da entrega foi chegando e eu estava desanimada por estar sem uma ideia e também por estar chovendo. "Chovendo!!!", pensei. É isso aí, farei fotos da cidade num dia de chuva. Passei a mão na câmera coloquei na bolsa, sai... e esse foi o resultado! Nem preciso dizer que as fotos são expressão maior de mim, algo extremamente íntimo, gosto de chamar isso de "inner urge", impulso interior. 

Nesse projeto, contei com a ajuda do meu - inseparável - amigo Luiz Felipe Gomes, que elaborou um texto sobre o ensaio e expressou brilhantemente aquilo que tentei passar nas fotos. O texto também será postado aqui para vocês lerem, tenho certeza que será um deleite. 

Sem mais palavras e enrolação, vamos às imagens, que valem mais que palavras (às vezes), (risos).

Lisys D.



“Molhado”

      "O ensaio fotográfico “Molhado” retrata uma noite de chuva em Nova Friburgo, mostrando a presença de focos de luz dispersos, a correria das pessoas com seus guarda-chuvas e a beleza urbana em si traduzida em cimento e arborização. As fotos revelam um caráter surreal e etéreo tornando as fotografias pequenas fatias de realidade transformada.
A água da chuva por sua vez toma conta das ruas e fazem delas espelhos que refletem todas as cenas locais, causando o despertar da imaginação nas pessoas. Avenidas e calçadas se tornam modelos d’água refletidos pela própria luz ambiente. As gotas de chuva dão brilho a tudo que tocam.
            Os monumentos históricos e os objetos do ambiente societário das praças têm suas formas valorizadas com os chuviscos causando certo realce. O efeito preto e branco ou simplesmente os tons de cinza, impactam e ao mesmo tempo dramatizam a cena fotografada.
            Se tratando de uma cidade consideravelmente grande, o corre-corre nas ruas é muito comum e em dias de chuva os passos das pessoas tomam mais velocidade. Com ou sem guarda-chuva não há alguém que prefira passar mais tempo diante daquela situação. Dessa forma, fotografar a correria trouxe bastante movimento às fotos ao mesmo tempo que congelou todo sentimento e estado que a chuva traz... e deixa.
            A fotografia noturna por sua vez não é muito fácil de ser feita e em dias chuvosos essa dificuldade aumenta. Assim, alterar cuidadosamente a sensibilidade do ISO foi essencial frente à luminosidade oscilante da cidade. A opção por fotos mais escuras e em preto e branco, facilita o trabalho e o objetivo do fotógrafo, que nesse caso específico, era captar a escuridão e os raros focos de luz que percorrem, vez ou outra o breu. É imprescindível destacar o objetivo de algumas fotos que, desfocadas propositalmente, contribuem para a aura sonhadora do ensaio e a visão prejudicada pelos chuviscos.

Conquanto, “Molhado” traz cenas de luz, refração e arte, mediante o movimento e brilho. Misturando o escuro da noite com a luz da fotografia, o ensaio transmite em si a beleza de um olhar frente aos mistérios de uma noite de chuva. Mostrando que os chuviscos caem não apenas para alterar o ambiente drasticamente, mas sim para realçar e dar brilho aquilo que a seco já possuía seu valor."

Luiz Felipe Gomes